

Ronaldo Brasiliense
O anúncio de que, eleito presidente da República, faria um corte de R$ 250 bilhões no orçamento do país, sem especificar de onde tiraria essa dinheirama toda, foi o erro Crasso da campanha do senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro (PL), que introduziu o sentimento do medo no eleitor brasileiro.
Como passou a campanha inteira sem informar ao eleitor de onde vai cortar R$ 250 bilhões, Flávio Bolsonaro deu trela para dezenas de especulações, de que como presidente iria mudar as regras do Bolsa-Familia e cortar recursos de programas como o Farmácia Popular, o Seguro-Defeso de milhares de pescadores, o popular Minha Casa/Minha Vida, o ProUni, o orçamento das universidades públicas, o Pé de Meia, direitos trabalhistas adquiridos como férias, 13o, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e congelaria em seu governo milhões de aposentadorias pelo INSS, que não seriam reajustadas anualmente pela correção do salário mínimo, ou pela inflação anual, além de outros programas de complementação de renda.
Graças a esse erro Crasso, Flávio Bolsonaro está vendo seu sonho de se tornar presidente do Brasil se esvair pelo ralo aberto das denúncias que abundam contra ele, como a mais recente, da Revista Piauí, relatando a participação de Flávio Bolsonaro em orgias com garotas de programa, com lobistas da industria farmacêutica, no período mais letal da pandemia da Covid 19, quando milhares de brasileiros morriam sem ter acesso a unidades de terapia intensiva (UTI), com respiradores mecânicos, e seu pai Jair fazia gracinhas imitando vítimas da Covid tossindo e recomendando o consumo de Cloroquina para debelar “a gripezinha”…
A história está aí. Só não vê quem não quer…
O que é erro Crasso?
Popularmente, a expressão é associada ao político e general romano Marco Licínio Crasso (114–53 a.C.), integrante do Primeiro Triunvirato ao lado de Júlio César e Pompeu.
Em 53 a.C., movido pela ambição de igualar suas glórias às de Julio César, Crasso invadiu o Império Parta (na Mesopotâmia).
Ele cometeu uma série de erros estratégicos graves: subestimou o inimigo, escolheu marchar pelo deserto em vez de rotas mais seguras e foi emboscado na desastrosa Batalha de Carras, resultando na morte de cerca de 20 mil romanos e na sua própria execução.
Embora historiadores apontem que a palavra latina seja mais antiga que o general, a figura de Crasso fixou-se no imaginário popular como o arquétipo do erro militar desastroso, consolidando a expressão na língua moderna. (Do Google)

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