
O patrimônio declarado do candidato do MDB ao Senado da República, Helder Barbalho, mais do que duplicou no período em que o mesmo foi prefeito de Ananindeua, município da região metropolitana de Belém, que governou pela segunda vez no período entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012-, e nos 18 meses (de janeiro de 2013 a junho de 2014) quando estava desempregado de cargos públicos e exerceu única e exclusivamente a função de radialista na Rádio Clube do Pará, de propriedade de sua família.
Em 2008, quando apresentou declaração de bens à Justiça eleitoral para concorrer à reeleição a prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho tinha um patrimônio declarado de exatos R$ 825.842,00. Em junho de 2014, quando apresentou nova declaração de bens à Justiça eleitoral para concorrer ao governo do Pará, o patrimônio do filho do honesto senador Jader Barbalho (MDB) havia pulado para R$ 2.337.676,77.

É o que mostram as declarações de bens e rendimentos apresentadas por Helder Barbalho à Justiça eleitoral para se credenciar como candidato a cargos eletivos. Vou repetir: Em 2008, quando foi candidato à reeleição a prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho tinha um patrimônio declarado de exatos R$ 825.842,00; em 2014 este patrimônio saltou para exatos R$ 2.337.676,77.
A principal alteração no patrimônio de Helder Barbalho entre as eleições de 2008 e 2014 – depois de seu segundo mandato como prefeito de Ananindeua – foi a aquisição de uma mansão no residencial Lago Azul, por R$ 1.332.361,00. A mansão suntuosa, de seis suítes, com piscina, foi declarada à Justiça eleitoral como “Benfeitoria do imóvel Lagoa Azul – Ananindeua”.
Especialistas do ramo imobiliário paraense, porém, estimam que uma mansão como a de Helder Barbalho no Lago Azul vale no mínimo R$ 6 milhões. Trocando em miúdos, o ex-prefeito de Ananindeua subavaliou sua mansão na declaração de bens entregue à Justiça.
Como prefeito de Ananindeua, entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012, Helder Barbalho fez jus a um salário de aproximadamente R$ 12 mil mensais, brutos (este continuou sendo o salário do seu sucessor como prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro).
Se tivesse economizado todos os 48 salários mensais – em seus quatro anos como prefeito -, mais 13º salários, férias e diárias, sem gastar um real sequer com água, luz, alimentação, transporte, saúde, educação, combustível, vestuário e etc… Helder Barbalho não teria acumulado no período nem R$ 800 mil.
Então, como explicar que tenha comprado após sair da prefeitura de Ananindeua uma luxuosa mansão por mais de R$ 1,3 milhão?
DECLARAÇÃO DE BENS EM 2018
Helder Barbalho em sua declaração de bens e rendimentos à Justiça eleitoral em 2018 diz ter um patrimônio total de R$ 3.204.906,59, contra um patrimônio de R$ 2.337.607,77 apresentado à justiça em 2014, quando concorreu ao governo do Pará e foi derrotado por Simão Jatene (PSDB), mas há sérios indícios de que houve subavaliação. Senão, vejamos.
A mansão no condomínio de luxo Lago Azul, em Ananindeua, na avenida Wadi Chamie, Helder Barbalho declara como “benfeitorias” avaliadas em R$ 1.332.361,00, com um um terreno declarado na mesma avenida – provavelmente o mesmo onde está construída a mansão, que ele subavaliou em R$. 120.000,00.
Quem quiser comprar as cotas de participação de Helder Barbalho na Rádio Clube do Pará, onde ela aparece como um dos donos, basta desembolsar pifios 112 mil e duzentos reais. Já a participação no DOL – o jornal Diário do Pará, que se gaba de ser o maior do Pará, valem, na avaliação de Helder em sua declaração, apenas R$ 300 mil.
Já a participação de Helder Barbalho na Rede Brasil Amazônia (RBA), TV que retransmite a programação da Rede Bandeirantes no Pará, estão avaliadas na declaração de bens e rendimentos de Helder em R$ 350 mil.
O patrimônio de Helder passou de R$ 2,33 milhões em 2014 para R$ 3,2 milhões em 2018, um acréscimo de quase R$ 900 mil no período em que foi, provavelmente, assalariado como radialista da Rádio Clube do Pará, em Belém, e depois como ministro da Pesca e Aquicultura e dos Portos, no governo Dilma Rousseff (PT), e da Integração Nacional, no governo de Michel Temer (MDB), com salário médio de R$ 30 mil por mês.
A maior mentira da
campanha eleitoral
Parece não haver mais dúvidas de que a maior mentira até agora na campanha eleitoral no Pará foi o superfaturamento no número de cidadãos que compareceram na caminhada da candidata dos Barbalhos ao governo, Hana Tuma, no último domingo, em Belém.
Quando vejo os sites e blogueiros remunerados pelo governo do Pará escrevendo que 100 mil cidadãos estiveram prestigiando a caminhada de Hana tenho a convicção de que bateu o desespero na turma governista diante da ameaça cada dia mais real de que Hana vai perder no primeiro turno.
Quem viver, verá…

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