Mortes na pandemia no Pará continuam impunes

Exatos 2002 cidadãos e cidadãs paraenses morreram na pandemia da Covid 19 em Belém, a capital do Pará, entre os meses de abril e julho de 2020, justamente quando eclodiu no Pará o Escândalo dos 400 Respiradores Mecânicos chineses, comprados por R$ 50,4 milhões – com dispensa de licitação – pelo então governador Helder Barbalho, hoje candidato ao Senado.

O negócio – ou foi negociata? – foi fechado por Helder Barbalho com um amigo – o empresário André Felipe – pelo whatsapp do governador, com o pagamento imediato de R$ 25,2 milhões, dinheiro do meu, do seu, dos nossos impostos.

Como todo mundo lembra bem, os respiradores mecânicos que chegaram em Belém eram imprestáveis para o tratamento do novo coronavirus.

Conclusão: mais de duas mil mortes em três meses; as pessoas infectadas pela doença morriam em casa, sem ter acesso a unidades de terapia intensiva, com respiradores. O Instituto Médico Legal do Pará ficou sem espaço para receber tantos cadáveres e o governo do Helder foi obrigado a contratar caminhões refrigerados para armazenar centenas de corpos.

A situação só foi amenizada tempos depois com a instalação de quatro hospitais de campanha – em Belém, Breves, Santarém e Altamira e aí apareceu novamente o governador Helder Barbalho, que contratou organizações sociais com dispensa de licitação – de novo – para administrar os maiores  hospitais do Pará e aí a Polícia Federal descobriu a mãe de todos os escândalos no governo Barbalho, um assalto aos cofres da saúde do Pará, em plena pandemia, que pode ter causado um prejuízo de R$ 1,2 bilhão e ter contribuído para milhares de mortes por todo o Pará.

Mas essa já é outra história, outro escândalo, que eu contarei com todos os detalhes sórdidos daqui a pouquinho.

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