Hana vai entregar um Pará na miséria

Belém continua sendo uma das piores cidades do Brasil em saneamento basico, com inundações e muito lixo nas rua. Fotos: Divulgação.

Duas matérias com fontes insuspeitas jogaram uma pá de cal na pretensa credibilidade do midiático ex-governador Helder Barbalho (MDB) – de triste memória – e no seu discurso ufanista de que, no Pará, vivemos no mundo cor-de-rosa da Polliana, onde a educação é britânica, a saúde é norueguesa e a segurança é Suíça.

Este ano todo mundo ficou sabendo pela mídia nacional – deixando os daqui, sob censura, pasmos – através de estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que o Pará se destacou no ano 2025 como líder do “Ranking da Fome” no Brasil, batendo inclusive vizinhos mais miseráveis, como Maranhão e Piaui, onde a pobreza ainda abunda.

Triste ficar sabendo, também, que 44 por cento dos paraenses ainda sofrem de alguma insuficiência alimentar, como se não bastasse ter o Pará cerca de 1,3 milhão de cidadãos e cidadãs que sobrevivem exclusivamente da Bolsa-Família do governo federal e que outros 450 mil pescadores recebem do governo Lula um seguro-defeso de um salário mínimo mensal, por quatro meses do ano, e só assim conseguem matar a fome de suas famílias.

Enquanto o ex-governador Helder Barbalho torrou R$ 310 milhões para beneficiar as elites de Belém com um projeto faraônico como o da Nova Doca de Souza Franco – com sólidas suspeitas de superfaturamento e que vive submersa em imensas inundações em qualquer chuvinha, milhares de belemenses continuam vivendo em suas palafitas, sem água encanada e esgoto sanitário, onde a outrora Metrópole da Amazônia é apontada pelo renomado Instituto Trata Brasil como uma das piores capitais brasileiras em termos de saneamento básico.
O tiro de misericórdia na empáfia e arrogância do midiático ex-governador Helder Barbalho veio com a divulgação nacional do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil/ 2025, que revela disparidades significativas entre os Estados, avaliados a partir de 57 indicadores sociais e ambientais e o Pará aparece em uma indecente “lanterna” no Brasil.

Os índices na saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos ajudam a medir onde o Brasil avançou e onde patinou.
O ranking organiza os Estados em nove faixas de desempenho, representadas por cores, facilitando a visualização das áreas críticas e mais desenvolvidas.
O Pará permanece entre os Estados mais vulneráveis, com pobreza persistente, baixa expectativa de vida e restrições severas em serviços básicos.
O ranking nacional nos mostra que o desenvolvimento local ainda é distante da realidade da população amazônica, onde regiões inteiras convivem com baixo IDH e limitada presença do Estado.

Como se já não bastasse o Pará ter quatro municípios entre os dez piores do Brasil em Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, que atinge municípios como Melgaço, Chaves e Anajás, no arquipélago do Marajó, e Jacareacanga, no sudoeste do Pará, onde indígenas Munduruku e garimpeiros travam há anos uma guerra desigual, num Estado onde o ex-governador sancionou lei criando o Dia do Garimpeiro, algo inédito em toda a Amazônia Legal.
Este, enfim, é o Pará real e a Belém sem maquiagem que o deslumbrado ex-governador Helder Barbalho tentou esconder do mundo, e principalmente dos paraenses, com a empáfia dos que acham que podem controlar o nascimento das flores na primavera…
Perdeu seu tempo, o governante farsante.

Promessas mirabolantes

Se alguém se der ao trabalho de verificar os investimentos do fracassado governo de Helder Barbalho (MDB) e Hana Ghassan (MDB) vai constatar que os gastos do governo em quase oito anos em escolas Cívico-Militares foram pífios.
Então, é no mínimo surpreendente a promessa da governadora da família Barbalho de construir, se reeleita, 200 escolas Cívico-Militares por todo o Pará em quatro anos.
Só para lembrar: esse governo, que está acabando, prometeu em 2022 construir escolas em tempo integral em todos os 144 municípios do Estado, e, 1200 dias depois, não cumpriu nem 10 por cento da promessa.
É o programa de governo, tristemente famoso do Barbalho e da Hana, batizado pelo Pinóquio do Norte de “Me engana que eu gosto”…

Colosso do Tapajós: promessa não cumprida

Oito anos de governo e a dupla Helder Barbalho/ Hana Ghassan não conseguiu cumprir a promessa de campanha de concluir o estádio Colosso do Tapajós.
Não se fala em outra coisa em Santarem, terceiro maior colegio eleitoral do Pará, onde Hana está perdendo para o Dr. Daniel Santos e onde Jair Bolsonaro bateu em Lula em 2022…
Santarém continua sem estádio de futebol

Hana está perdendo

Se o jornal Diário do Pará, da família Barbalho, há três meses não publica pesquisas eleitorais é porque a candidata do Clã Hana Ghassan está perdendo.
Alguma dúvida?

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