Evolução patrimonial do milionário Helder Barbalho

 

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), pode ser o autor da maior transferência de renda da história do Pará – de um gestor estadual para as empresas de sua própria família – se forem confirmadas as previsões do mercado publicitário de que o governo do Pará repassou algo em torno de R$ 200 milhões para o grupo de comunicação Rede Brasil Amazônia (RBA), pertencente à família Barbalho, em sete anos de governo – de 2019 a 2025.
O total de recursos a serem repassados pelo governo até o final do atual mandato, em 31 de dezembro de 2026, deve ultrapassar fácil os R$ 200 milhões.
Como Helder é sócio das empresas do grupo RBA, os repasses vão se reverter em ganhos na declaração de bens e rendimentos que Helder Barbalho deve apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026, quando Barbalho vai se desincompatibilizar do governo do Estado para disputar uma das duas vagas em disputa para o Senado da República.
A evolução patrimonial de Helder Barbalho é simplesmente fantástica: passou de R$ 3.204.906 em 2018 para R$ 18.751.269 em 2022. Corrigindo pela inflação do período, a diferença é superior a 250%.
Muito bom para quem em 2008 disputou e ganhou a Prefeitura de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, e tinha à época bens e rendimentos avaliados em pouco mais de R$ 800 mil.
Veja a evolução patrimonial de Helder Barbalho de 2008 a 2022, conforme declaração de bens e rendimentos apresentada à Justiça Eleitoral.

2008 – R$ 825.840,00
2014 – R$ 2.337.676,77
2018 – R$ 3.204.906,00
2022 – R$ 18.751.269,00

Justiça para quem?

Do que adianta a justiça eleitoral suspender a divulgação dos resultados da pesquisa Atlasintel – que tem contrato milionário com o governo do Pará – se a candidata Hana Ghassan e seu patrão Helder Barbalho continuam bombardeando os eleitores com a pesquisa em suas redes sociais?
Afinal, quem vai pagar as multas impostas pela justiça a quem divulgar?
Alguém sabe?

Impunidade que reina

Continua engavetado na justiça o inquérito que resultou nas prisões pela Polícia Federal de dois secretários de Estado do então governador Helder Barbalho (MDB): Parsifal Pontes, ex-chefe da Casa Civil e depois secretário de Desenvolvimento e Mineração, e Antônio Pádua Andrade, secretário estadual de Transportes. Também foram presos o advogado Leonardo Nascimento, assessor especial da Governadoria e ex-secretário particular do governador Helder Barbalho, além de Peter Cassol, então secretário-adjunto de Saúde, ordenador de despesas, com quem a Polícia Federal encontrou R$ 745 mil acondicionados num cooler, em sua residência.
Helder Barbalho, claro, não sabia de nada…
Só para lembrar…

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