O Pará endividado. Onde está o dinheiro?

Ronaldo Brasiliense

Todo mundo está careca de saber que nunca antes na história do Pará um governante endividou tanto o Estado, em tão pouco tempo, como fez o atual governador Helder Barbalho (MDB) em seus quatro anos, nove meses e três dias de pífia gestão.

Foram pelo menos R$ 9 bilhões em empréstimos aprovados pela sempre dócil Assembleia Legislativa do Pará, onde Barbalho mantém enlaçados 39 dos 41 deputados.

O que não se sabe até hoje é o que foi feito com o dinheiro emprestado – uma montanha de dólares, inclusive – e no que foi gasto por todo o Pará, já que a Assembleia Legislativa é conivente com a gastança e o Ministério Público omisso na fiscalização.
Não se sabe até hoje, por exemplo, como foram gastos os 100 milhões de dólares de empréstimo externo para usar no combate à pandemia do novo coronavírus, nos sempre questionados hospitais de campanha, onde imperou uma quadrilha de organizações sociais picaretas, que teria desviado exatos R$ 455,5 milhões, segundo denúncia pública da Polícia Federal.

O que todos sabemos é que endividamento cresceu geometricamente no Pará nos últimos quatro anos e os responsáveis pela roubalheira no Pará continuam ricos e soltos. Tudo feito no cavanhaque do honesto governador Helder Barbalho, segundo denunciou matéria investigativa exibida no Fantástico, da Rede Globo, que escancarou a corrupção sem freios no Pará para todo o Brasil, segundo denunciou a Polícia Federal, em inquérito que dorme em berço esplêndido no gabinete do ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, em execrável segredo de justiça.

Quase cinco anos depois, o Pará ocupa o último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), é um dos últimos do Brasil em saneamento básico, tem 40 por cento de sua população sobrevivendo com programas de complementação de renda e mais de 1,3 milhão vivendo na miséria extrema. Isto a propaganda do governador Barbalho não exibe por todo o Pará. Aliás, não mostra em lugar nenhum.

Como resume a máxima capitalista – “Não existe almoço grátis” -, alguém vai ter que pagar esta conta e este alguém é você, seus filhos, seus netos.

Depois não venham dizer que não falei das flores.

“Adoro esta brincadeira de escrever a verdade, é a brincadeira mais divertida que existe.” (George Bernard Shawn, dramaturgo irlandês)

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