Grandes obras no Pará ficaram só no “cheirinho”

Foto: Divulgação

Apesar de ter no governador Helder Barbalho (MDB) um aliado de primeira hora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT ) deixou muito a desejar no que se refere ao cumprimento de promessas de campanha, com a execução de obras de infraestrutura no Estado do Pará pelo governo federal.

Mal comparando, é mais ou menos o que aconteceu este ano com o poderoso Flamengo: o Pará em 2023 ficou só no “cheirinho” das grandes obras no Estado. Senão, vejamos .

A ferrogrão – A Ferrovia do Grão -, por exemplo, de Sinop, no norte do Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, em Itaituba, no sudoeste do Pará, com 960 km de extensão, continua engavetada por restrições ambientais. Seriam mais de R$ 20 bilhões em investimentos, que gerariam milhares de empregos e garantiriam o escoamento de parte significativa da safra de grãos da região Centro-Oeste em barcaças pelo rio Tapajós.

Outra obra que não saiu do papel, por restrições ambientais, foi o derrocamento do chamado Pedral do Lourenço, município de Itacaiunas, que viabilizaria a hidrovia do Tocantins, entre Marabá e Tucuruí – e até o Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Também ficaram no “cheirinho” o ramal da Ferrovia Norte-Sul, entre Açailândia (MA) e Barcarena, obra prometida desde o governo do presidente José Sarney (1985/1989), e a Ferrovia Paraense, a Fepasa, entre Santana do Araguaia, no sul do Pará, passando por Marabá e até o Porto de Vila do Conde, com investimentos previstos em R$ 12 bilhões.

O governo Lula também ficou devendo o asfaltamento de trechos da rodovia Transamazônica no Pará, inaugurada no início dos anos 70, do século XXI, pelo presidente-general Emilio Garrastazu Médici.

Ponte do Araguaia fica para 2024

Nem mesmo a primeira ponte sobre o rio Araguaia foi concluída no primeiro ano do governo Lula. Com 1,7 mil metros de extensão, as obras de construção da ponte sobre o rio Araguaia, na BR-153/PA/TO – divisa dos Estados de Tocantins e Pará – estão com 90% da infraestrutura executados desde o governo Jair Bolsonaro (PL).

O empreendimento, demanda antiga dos dois Estados, vai interligar as cidades de Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA). O custo estimado é de R$ 193,1 milhões.

O empreendimento contará com 1.727 metros de extensão e será a maior ponte da região do Araguaia. Na fase atual da obra, já foram executados 97,60% de blocos de coroamento (em linha d’água) e blocos de coroamento (em terra), além de 93,70% dos pilares.
Atualmente, os veículos que trafegam pela BR-153 e precisam atravessar de uma margem à outra do Rio Araguaia só podem fazer o trajeto por meio de balsas. A conclusão da ponte garantirá que o percurso seja feito com mais segurança para os usuários da rodovia.
Mas, possivelmente, só no primeiro semestre de 2024.
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